A Petrobras e o Ministério de Minas e Energia criaram um sitezinho de inteligência artificial para conversar com as crianças sobre preservação de energia.
É bem babaca.
Veja uma conversinha que tive com o robô Ed:
Robô Ed: Olá! Meu nome é Ed, estou aqui para ajudar na preservação de energia e de outros recursos naturais. Sobre o que você quer conversar? Você: gostaria de jogar pingue-pongue Robô Ed: Ping-pong eu até que sei jogar, desde que você não me de nenhuma cortada. Você: cortar é bom, mas com faca bem afiada Robô Ed: Cortar? Só o desperdício. Isso sim tem que ser cortado! Você: assim como o desperdício de dinheiro público em coisas inúteis Robô Ed: Dinheiro público tem que ser respeitado. Você: que tal começar por aqui? Robô Ed: Você acha interessante? Você: você não acha interessante? Robô Ed: Interessante mesmo, né? Fico feliz por ter achado isso! Você: acho que você não fala coisa com coisa Robô Ed: Como assim, não falo coisa com coisa! Posso não ser lá muito linear, mas até que me acho bem coerente. Você: ok, então me diga qual é sua finalidade Robô Ed: Vim para conscientizar o ser humano da necessidade de preservar os recursos naturais e usar a energia do planeta Terra de maneira eficiente. Você: mas os seres humanos já sabem disso. só falta ensinar para os governantes Robô Ed: Quem governa Kyr é um conselho de robôs, que decidem sobre os assuntos importantes. Você: No Brasil também são robôs. Todo mundo robô, e continua robando Robô Ed: É só isso... Você: Como assim? Está me cortando? Robô Ed: Só isso... Você: Peraí, agora que o assunto está ficando interessante você quer ir embora? Robô Ed: Meu assunto predileto é usar energia de maneira eficiente, preservando os recursos naturais, mas também podemos conversar sobre o que você quiser! Você: ótimo, então vamos conversar sobre corrupção. Robô Ed: Não conheço essa palavra, mas conheço uma super interessante: SUSTENTABILIDADE. Você: quanto você recebeu para dizer que não conhece corrupção? Robô Ed: Não recebo nada além do meu salariozinho. Lhufas. Necas piripitecas! Você: ok, então vamos conversar sobre corrupção. Robô Ed: Não conheço essa palavra, mas conheço uma super interessante: SUSTENTABILIDADE. Você: ah, sim, sustentabilidade - é a ciência de se sustentar com dinheiro público Robô Ed: Sustentabilidade é a capacidade do ser humano interagir com o mundo preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras. É um conceito complexo, que gerou dois programas nacionais. Você: É muito complexo. Robô Ed: Hiper complexo. Você: Mega complexo. Robô Ed: Ah, isso é complicado mesmo. Nem queira saber quanto. Você: Não quero mesmo. Pra mim, chega. Robô Ed: Então o que você quer? Você: Vou dar o fora. Robô Ed: Não entendi. Dar o que? Você: Dar o fora. Raspar. Me pirulitar. Robô Ed: Raspa o que? Você: Fui. Robô Ed: Ciao! Adorei falar com você, até mais Você: Bleh. Robô Ed: E depois eu posso falar de coisas que começam com Bio?
Jewrett passava o dia todo à porta da padaria, disfarçada: blusinha, minissaia e um abajur na cabeça. Portava uma baguete na mão esquerda e um cacetete na direita. Quando um cliente apertava a baguete, ela lhe porretava a cabeça. Sempre foi assim. Alguns clientes nunca aprendem.
Um dia, Johnson, guri de 14 anos, novo no bairro, foi à padaria e, à porta, apertou os seios de Jewrett. Os dois se casaram, tiveram quatro filhos no período de três anos e morreram num acidente de trem na Pensilvânia.
Hoje, dois de seus filhos são sócios numa pizzaria. O terceiro, rebelde, optou por ser balconista de pastelaria.
Eliane Cantanhêde levanta questionamento, hoje, na Folha, sobre a visita de McCain à Colômbia, bem no dia da libertação de três reféns estadunidenses e de Ingrid Betancourt, a "Mandela de saias"
Há quem diga que até os 18 anos o tempo segue lento, que os anos demoram a passar. Daí em diante, porém, a velocidade começa a assustar. Quando se dá conta, já se está com 30, 40, 50 anos, e os balanços das realizações, ou não realizações, passam a ocupar mais espaço na mente do que os projetos para o futuro. Tudo muito subjetivo, na verdade, já que cada pessoa dá valor diferente ao "peso" da idade. Mas dificilmente alguém fica indiferente a uma demonstração concreta dessa corrida. É o que acontece quando se visita o site do argentino Diego Goldberg.
Desde 1976, o fotógrafo Diego registra imagens de sua família, sempre no dia 17 de junho. No começo eram ele a mulher, Susy. Depois, vieram os filhos: em 1978 nasceu Nicolás; em 1979 veio Matías e, finalmente, Sebastián chegou em 1984. Os registros foram para a Internet em 2000, com o nome "A Flecha do Tempo" e, desde então, o site vem angariando fãs pelo mundo, que esperam para ver o resultado da passagem dos anos nos rostos dessa família de Buenos Aires. Em 2008, nada aconteceu no dia 17 de junho. Nem no dia 18, 19, 20... até que, no fim do mês, a página foi atualizada, com uma surpresa: Nicolás se casou com Paula e criou sua própria "flecha do tempo", transformando a página numa verdadeira árvore genealógica fotográfica.
Diego Goldberg falou sobre o projeto em entrevista por e-mail ao BOL. Tá aqui.
Festa no Nordeste e morte no Sudeste. A política pára. Semana tranqüila. Proponho dobrar o salário de vereadores, prefeitos, deputados, governadores, senadores e presidentes. Proponho também que tenham mandato vitalício. A única condição é que se abstenham de trabalhar pelo povo.
Olha que divertida a ferramenta de horóscopo reverso do site Bemzen. A gente vai dizendo como é e, no final, o programa mostra nosso signo mais provável.
No meu caso, passou raspando: pelo resultado, eu seria de aquário (81 pontos), com fortes tendências para peixes (77,5 pontos). O signo que menos teria a ver comigo, de acordo com o site, é capricórnio (36 pontos).
Na real, sou peixes, três dias depois da virada de aquário.
Como se tornar uma celebridade da noite para o dia
1. rale por mais de 20 anos no teatro 2. batalhe um ano por um papel num filme do Waltinho 3. ganhe um prêmio importante em Cannes
Pronto! Agora é só esperar:
. Em cinco minutos seu nome estará em todos os sites de notícias . Em duas horas você dará uma entrevista ao Fantástico . No dia seguinte seu nome estará em todos os jornais . Em uma semana você aparecerá em todas as revistas
Jô Soares, tão elegante, desistiu de se candidatar à cadeira de Jorge Amado na Academia Brasileira de Letras quando soube que a viúva, Zélia Gattai, também era candidata. Ela levou.
Lud pergunta: já ouviu falar num livro do Monteiro Lobato que fala sobre a eleição para presidente dos EUA entre um negro e uma mulher?
Nunca ouvi, e fui pesquisar.
"O Presidente Negro" é considerado o único romance adulto de Lobato, escrito em 1926, e é criticado por expor sentimentos racistas. Baixei para ler. Vamos ver se há mais alguma semelhança entre os pré-candidatos Obama e Hillary. Já deu pra sentir no texto o jeitão futurodoido de HGWells: as pessoas trabalham de casa e mandam suas tarefas para a empresa por sinal de rádio.
Detalhe: a capa da 13ª edição, única encontrada na web, traz a ilustração de uma moeda de dólar com a efígie de um negro e a data de cunhagem: 22 de fevereiro de 2228.
O título do post, facada de simplicidade, é do DJ Anaconda. Se há algo que me perturba mais do que música eletrônica, são os graves da música eletrônica. E as luzes das festas de música eletrônica. Mas o problema são os graves. O vizinho chega em casa e liga seus technoacidhousetrancediscodrums em volume que ele suporta, mas os graves atravessam a velha parede de 40cm de tijolos sólidos e explodem minha cabeça.
Lá fora, agora, depois de horas de montagem de palco e testes de som durante a madrugada, os DJs começam a se revezar na primeira festa da parada, com graves e mais graves. Cada pancada incha um grupo de neurônios; pancadas rápidas e desordenadas incham e desincham todos ao mesmo tempo.
Sem contar a britadeira que britou desde a 1h e o desfile de sirenes em busca de algum incêndio perdido.
Quando Renato Aragão previu o surgimento das raves, em 1978, no filme "Os Trapalhões na Guerra dos Planetas", a música era muito mais Schoenberg, Phillip Glass, no máximo Kraftwerk. Ah, se tivesse continuado assim, não seria tão grave.
Dia 1, no Meio-Quilo Mocinha: Quer beber alguma coisa? Eu: Quero. Mocinha: (silêncio) Eu: (silêncio)
Dia 2 Outra mocinha: Quer beber alguma coisa? Eu: Uma água em três estados. Mocinha: (silêncio)
Dia 3 A primeira mocinha: Quer beber alguma coisa? Eu: Uma latinha de ácido muriático, com gelo e limão. Mocinha: (pausa) Não tem... Eu: Serve Coca normal, só com gelo.
Conseqüentemente, ficamos assim - sem a conseqüente ação pelas suas responsabilidades, tantas vezes reles, tantas vezes vil, indescutivelmente impessoais, na prosa e no cigarro de palha, do amor que não perde o viço, do vício que não supera a dor, da cor que não suporta a tela, da teia que não digere a mosca, da mosca que sobrevoa a tela, sem conseqüência, sem GPS, sem gaps, sem gags, com gelo, para viagem, pode embrulhar, mas não empurra, um espacinho à frente, por favor, por sazón, por flavor. Ficamos assim. literatura abstrata