Na segunda, a conversa: por onde anda fulano? Não sei, perdi o contato há alguns anos.
Na quarta, passeando pelo Flickr, páro na foto de um escritório. No quadro branco, o apelido do amigo e um número de telefone. Mesmo considerando a possibilidade de ser um homônimo, liguei. Era ele. Vamos almoçar na próxima semana.
Nova operadora de celular começa escolhendo o nome errado.
Até o fim do ano, deve começar a funcionar em SP uma quarta operadora de celular, que trabalhará no sistema low-fare, reduzindo custos operacionais para oferecer serviços mais baratos que a concorrência. Ótimo, dirá você, que gosta de telefone. Porém, a companhia, de origem árabe, chega pisando na bola na escolha do nome comercial, e isso pode custar caro.
Em vez de aproveitar a razão social simplezinha "Unicel", optou por um complicado "Aeiou". Devem ter pensado: qualquer criança sabe falar isso. OK, qualquer criança conhece as cinco vogais, mas quando elas se juntam para formar uma palavra, se transformam num monstrinho de cinco sílabas que, para ser pronunciado, exige que os lábios permanecam abertos o tempo todo. Tente aí: Aeiou. Seria mais fácil dizer Papepipopu.
Comparemos com a concorrência: Vivo - duas sílabas; Claro - duas sílabas; Tim - uma sílaba. E a Oi, que está para estourar na praça, também tem só uma sílaba. Óbvio. Quanto mais simples o nome, melhor será sua memorização e, consequentemente, melhores as vendas.
Para complicar, o domínio web aeiou.com.br não está disponível. Faz parte daquele grupo de domínios que todo mundo quer, e passa a vida em processo de liberação. Ou melhor, passava - depois de seis processos consecutivos, o domínio caiu no freezer do Registro.BR. Ninguém pode registrar, por enquanto.
E olhe que a empresa pretende vender celulares somente pela internet...
PS: você, leitor atento, se lembrará que Aeiou é o nome de um dos sites mais famosos de Portugal. Mas o nome da nova operadora não tem, aparentemente, nada a ver com os lusos. E não me venha com piadinhas.
Ou Escola da Praça, tanto faz. A notícia mais legal do ano foi, finalmente, divulgada: os Satyros terão uma escola de teatro de nível superior. Será naquele prédio ao lado do Um. Estava meio que abandonado, e era usado eventualmente para ensaios. Há algum tempo, surgiu o boato de que o local havia sido vendido para um grupo hoteleiro. Puf. Agora é oficial: começa a funcionar no segundo semestre de 2009, com cursos de interpretação, dramaturgia e direção.
A escola tem vínculo com a EAD da USP, e foi viabilizada através de parceria dos Satyros com o governo do Estado.
Tudo bem, numa ocasião dessas, vale falar nome de político: José Serra.